segunda-feira, 30 de outubro de 2017

E O FOGO VORAZ E «FATAL» LANÇOU MANTO NEGRO NO INTERIOR DO PAÍS

      E O FOGO VORAZ E «FATAL», LANÇOU MANTO NEGRO NO INTERIOR DO PAÍS…
                                                              
                                                                     Filomena Leal                                 
                                                                                                            
Morreram pessoas – muitas.
As que ficaram, algumas lutando ferozmente contra as chamas, sem nada ficaram. Casas, empresas, pequena e média agricultura, tudo jaz morto – em cinzas. A alma do Interior ficou queimada e a do resto do País, no mínimo, chamuscada.
É claro que muita gente das cidades (Lisboa e Porto em particular) não sentiram o problema, como se em nada os afectasse. Estão habituados a ver terríveis dramas na televisão e logo esquecem – já é banal. Mas a verdade é que todo o País empobreceu e aqueles que pensarem um pouco, poderão chegar à verdadeira Razão de tudo isto. Para além das muitas enunciadas por especialistas e não só, e todas válidas, há uma que reside na base de todas elas: o despovoamento desse Interior, iniciado com a morte da agricultura e se foi continuando sempre com encerramento de escolas, estações do correio, centros de saúde, e tudo o que é básico para a vida das populações.
O desprezo pelas aldeias e sua desvalorização por todos os poderes existiu e cada vez de modo mais acelerado, até chegarmos à quase extinção de muitas delas.
É de pensar, pois, urgentemente, nas medidas que possam suster a desertificação deste Interior, criando estímulos para empregar e fixar as novas gerações fora das grandes cidades e orla costeira do País.
Um Governo verdadeiramente empenhado na Defesa desta Causa Nacional, poderia transformar um País pequeno como o nosso, num modelo de coesão e equilíbrio, sem as desigualdades territoriais duma actualidade profundamente Injusta para uns e prejudicial para todos.
                                                  

                                      

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

CASA DA INQUIETUDE


                                                                            Filomena Leal

É uma casa aberta a espíritos revoltos e preocupados com tudo o que vai acontecendo no mundo em geral e neste cantinho à  «beira-mar habitado» em particular.

Sim, neste cantinho com um Interior Deserto, obra fatalista de políticos muito modernos, mas sem uma Visão Desafiadora dum País territorialmente Equilibrado, Desenvolvido e Habitado.

Grande parte da Paisagem que se percorre, carece claramente de Mãos Humanas que a Vitalizem.
Todos sabemos o porquê desta grande Lacuna. Política, pois. Estudos feitos ou encomendados «ad hoc» concluíam sempre que tinha de ser assim. Foi-me sempre difícil acreditar nisso, pela sua falta de razão.

Regiões onde pululam multidões que por vezes se atropelam e outras a serem paulatinamente desertificadas, pela falta do que de mais básico fixa e dá vida às populações: medidas fomentadoras de emprego, Centros de Saúde e Escolas.
Qual a razão?

Custa-me a crer que seja pelo próprio facto de não haver muita gente e tais regiões terem menos votos a dar quando comparadas com os grandes Centros Urbanos do Litoral e Outros. Ou terá sido a indiferença ou mesmo o desprezo pela ruralidade? A cultura da Cidade a impôr-se a todo o «atraso aldeão» e o Provincianismo Urbano a brilhar como «Farol»!!!

O resultado está à vista e mais visível do que nunca. E O GRANDE DESAFIO- e este é mesmo HISTÓRICO - PARA OS ACTUAIS GOVERNANTES, SERÁ O DE PENSAR O PAÍS COMO UM TODO, DISCRIMINANDO POSITIVAMENTE AS REGIÕES QUE TÃO PERSISTENTEMENTE TÊM SIDO OSTRACIZADAS…