sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

URGE ACTUAR - GRANDE PARTE DO TERRITÓRIO ESTÁ A FICAR SEM GENTE

                               URGE ACTUAR

  GRANDE PARTE DO TERRITÓRIO ESTÁ SEM GENTE

                                                                                                 Filomena Leal


E o que é um território sem gente? Para habitar as casas, para trabalhar nas empresas (as que resistem), na agricultura, nas florestas, e nos mil e um serviços de que uma população cada vez mais velha carece?

E a assimetria entre litoral e interior torna-se verdadeiramente escandalosa. É de lamentar que ninguém dos governos passados e actual se tenha dignado fazer aquilo de que o país mais precisava - alhear-se o bastante da contagem de votos para levar a cabo uma acção um pouco «heróica», mas justa e valorizadora do território e pessoas.

Um homem ou homens com talento e Poder, sem descurarem o conhecimento da realidade, não poderiam conceber maneiras e medidas para tornarem todo o país apetecível e melhor o equilibrarem?  Tudo o que parece utopia, mais tarde ou mais cedo, por obra de homens que se destacam da vulgaridade (e o vulgar é o político  «racional» que fecha escolas, centros de saúde, correios, em aldeias e vilas que até podiam atrair pessoas que preferem mais silêncio e natureza) é REALIZÁVEL. É uma questão de Sonhar ( e o Sonho é sempre um grande transformador da realidade) com um país Coeso e uma Harmonia litoral/interior. Tanto espaço, tanto terreno desperdiçado e caótico!!!

Não teremos mentes inteligentes e empenhadas na Mudança, com Talento e Coragem para criar uma nova ordem Produtiva e Incentivadora da Fixação de pessoas (jovens e outros)?

Como o País teria então Razões para as enaltecer e HOMENAGIAR !!!                                          

O EXPRESSO, UM JORNAL DE REFERÊNCIA DO NOSSO SISTEMA DEMOCRÁTICO

 

                                                                                                           Filomena Leal


Lembro o ano de 1973, quando surge no dia 6 de Janeiro um jornal  desafiador do caquético Estado Novo. Claro é que não deixou de ser deveras incomodado pela Censura. Mas para os leitores habituais de jornais, ávidos de notícias credíveis e artigos de temas actuais e polémicos, foi um Acontecimento.                                                                                                                                                O principal Fundador - Francisco Pinto Balsemão - fôra um dos deputados da Ala Liberal que pretendia implementar medidas no terreno das liberdades. Contudo, a pretendida transição da ditadura para a Democracia foi entretanto travada, e os deputados dela defensores, passaram à Oposição. Pinto Balsemão, com uma equipa bem preparada e muito empenhada, surge com o Semanário EXPRESSO a perturbar profundamente a tão proclamada «primavera marcelista».

Recordo então o ambiente na sala dos Professores do Liceu D. Dinis, onde tinha sido colocada recentemente. Era deveras estimulante. E discutiam-se as «últimas» do EXPRESSO, que saira      no fim de semana. Todo ele já estava imbuído duma visão democrática. E na Escola o desejo de mudança pairava no ar... papeis subversivos eram postos a circular por alunos finalistas conscientes da situação. E tudo ficou mais tenso quando o Sr. reitor indaga a autoria e não resiste a chamar a polícia. Não calculou que poderia ter um «julgamento humilhante» e justiceiro em breve, como aconteceu. A Escola em peso assistiu e apoiou os alunos por ele vitimados (os excessos revolucionários!)

Passaram 51 anos. E a verdade é que «face à floresta cada vez mais densa e labiríntica das redes sociais», o EXPRESSO continua vivo e é um dos poucos jornais a funcionar como «porto de abrigo» como lhe chamou e com razão o seu Fundador.                                                                          Mil agradecimentos pois, ao Jornal Expresso e a toda a equipa que nele trabalha (em particular à da Revista que muito prezo).