quarta-feira, 28 de novembro de 2018

SEXO E AMOR- de ALBERONI




                                                                                                  Filomena Leal


É um livro cujo tema me interessa e reli algumas passagens.
Parece-me explorar toda a gama de experiências sexuais/amorosas. 
Leio sobre a união frenética dos corpos à da fusão das almas, da sexualidade mais básica à mais subtil. Mistura conversas, relatos de vida, desejos inconfessados, contraditórios, razões e factos que quereríamos ignorar.
Científico? Sem piedade?  É acima de tudo, humano e a transbordar de vida autêntica e real.
Fruto da experiência, dum envelhecimento lúcido?
É, me parece, um livro de sabedoria no que se refere a este magno problema que é o da relação Amorosa/Sexual.

OS MEUS MÓVEIS PREDILECTOS




                                                                                               Filomena Leal


A minha relação com estantes, secretárias e mesas, cadeiras e cadeirões, é antiga e muito peculiar. Perco o norte quando vejo bibliotecas cheias de livros, instalados caóticamente ou não, em estantes sempre finitas.
Não me atraem quaisquer outros móveis.
Para mim, é uma secretária assim, uma estante assado que passam a ser animadas e com «alma», se são minhas e delas disponho. Têm o ar de seres discretos, encostados ou não à parede, funcionais e com alguma nobreza.
A arrumação dos livros e revistas é naturalmente descuidada. Até porque, quando presente, estou sempre a mexer neles e a dar atenção ora a este ora àquele - uma frase, um capítulo, tudo é lido ou relido e de cada vez, o sabor é diferente e com mais sentidos... Se não tivesse outras coisas com interesse e diferentes a chamarem-me, decerto prolongaria este prazer!
Como me sinto grata à Vida e Universo por Saber Ler e ter muitos Livros! E como são diversas e variadas as Viagens que fazemos através deles!...

SABORES DOS TEMPOS



   
                                                                     Filomena Leal


Quinta, almoços, assados no forno, fazer pão.
É confortável, azafamado, apaziguante, mas por vezes há algo que é excessivo na preocupação com a comida.
Resquícios d'outras eras? em que me sentia «um pau de virar tripas» e não apreciava comer?
 Desde quando comecei a gostar disso?
 Rezam as crónicas (Há quanto tempo!) que foi em bons restaurantes e uma companhia romântica, boa paisagem, conversa estimulante, a fazer-me penetrar nos Sabores (até nos bons vinhos...).
A baía de Cascais testemunhou estes repastos como pano de fundo. 
HÁ QUANTO TEMPO!