Filomena Leal
Fala-se em Inteligência Artificial e
Inteligência Humana no seu real. Damásio refere-se à Primeira como
extraordinária, na medida em que utiliza estratégias de memória e raciocínio
muito superiores às Humanas.
Mas falta-lhe algo que temos na nossa
Inteligência, absolutamente necessário e realista, pois tem a ver com o que a
Vida É.
Será então a Grande Arte e Literatura que nos dá Isso, ou seja, tudo aquilo
que reside na nossa Experiência Mental, ao vivermos uma Vida Real.
E sabemos
que a Mente é feita de subjectividades que, afinal, constituem o Campo da Arte. E por
isso, tudo o que aqui se passa, é uma espécie de Prefácio para o estudo
Científico dos Seres Humanos.
É extremamente interessante quando, respondendo à
pergunta «qual o maior Cientista de sempre», António Damásio declara que na sua
Área é Shakespeare.
Já o Autor do Genoma teria dito há
anos que «o conhecimento científico e psicológico da Natureza Humana fica
bastante aquém da Literatura no que toca a explicar essa mesma Natureza. E que
Shakespeare e Jane Austen (clássicos Universais) continuam a ser melhores
psicólogos do que qualquer psicólogo diplomado (sem desprimor para este)»
Na verdade, uma Virgínia Woolf, um
Dostoievski, um Lobo Antunes, surpreendem-nos com o que revelam acerca do
Sentir. E são os Sentimentos – tudo leva a crer que sim – que têm o poder de
Decidir sobre o Comportamento Humano. A Razão será então utilizada com toda a
sua «performance» quando a tem, para pôr em prática o poder Decisório dum ou
vários sentimentos. Pode ser ódio, raiva, amor, egoísmo, interesse por
negócios, por arte, todos estes sentimentos serão Motores de qualquer conduta.
São Questões infindas que se podem
pôr neste domínio. Mas é ENTUSIASMANTE ver as conclusões a que vai chegando a
CIÊNCIA...