segunda-feira, 30 de janeiro de 2023
SERÁ QUE O FUTURO PODERÁ MORAR NO INTERIOR DO PAÍS?
Filomena Leal
Li recentemente uma notícia no Jornal do Fundão sobre Idanha-a -Nova e a forte estratégia de marketing territorial para aumentar a natalidade. E, pensando bem, não há dúvida que uma das principais causas do despovoamento, tem sido a indiferença do poder político. É uma concepção fatalista que, desde há muitos anos tem vigorado nos detentores de cargos públicos. Fechar Escolas, Centros de Saúde, agências da Caixa Pública, o que é isso senão tirar qualquer esperança e nada fazer para a estimular? Bem tem batido com persistência o Jornal do Fundão nessa tecla, onde os senhores do Poder não clicam. Será por não sentirem o problema? Ou será por o acharem demasiado complexo e lhes exigir demasiado esforço, sem as devidas compensações (de votos, penso eu que...)? Quando será que surgirá entre nós um PODER verdadeiramente democrata que tome em mãos (e na cabeça) o povoamento deste território? Há medidas estruturais que poderão atrair pessoas, casais com filhos ou sem filhos, empresas aqui sediadas que criem empregos a quem tem vontade de se fixar nestas terras pelos mais diversos motivos. E tanta gente que já está saturada da grande cidade e do próprio litoral, onde as pessoas se acotovelam e até «gozam» (imagine-se) de grandes cargas poluidoras!!! Precisamos dum País Equilibrado, onde a distribuição de pessoas e bens por todo ele, seja uma realidade. E não ao desaproveitamento da maior parte do território, face à pequena e privilegiada superfície onde está centralizado tudo que fomenta riqueza e serviços, o poder decisório e o tão desiquilibrado super povoamento.