domingo, 19 de dezembro de 2021
domingo, 21 de novembro de 2021
QUE ESPANTO É ESTE DE HAVER FALTA DE PROFESSORES?
Filomena Leal
E eu respondo com outra pergunta:
QUEM QUER AINDA SER PROFESSOR?
Li há tempos o artigo da Professora Carmo Machado na Visão. Conheci-a na Escola Secundária D.Dinis onde foi colocada ainda muito jovem e eu já em plena maturidade. Todo o Grupo de Português e Francês, muito solidário e sempre ávido de inovação pedagógica, muito a apreciou. O entusiasmo e vontade de se entregar com dedicação e competência aos alunos das várias turmas dos diferentes níveis que lhe foram confiadas, fizeram brilhar de satisfação os olhos da maioria. Aliás, não era única - havia um grupo de jovens professores recém chegados com certo espírito de «missão», personalizando o mais possível a aprendizagem e o interesse pelo desenvolvimento dos seus alunos.
E a verdade é que senti aquele tempo como um ponto alto na Educação, em geral, e naquela Escola, em particular. Era bem visível a preocupação de todos os intervenientes, em criar um ambiente, onde alunos, professores e funcionários se sentissem bem e motivados no seu trabalho. Como a professora Carmo explicita no seu justificado desabafo, os professores empenhavam-se com ânimo e energia, mesmo alegria, em preparar os seus alunos o mais eficazmente possível.
Lembro-me de como éramos críticos relativamente a muitas das instruções, prolixas e pouco conhecedoras da realidade das escolas que vinham do Ministério da Educação. Do aceso debate no Conselho Pedagógico, o relatório da nossa visão sobre elas, era enviado para essa «Casa de Eleição» que o pedira mas pouca atenção lhe dava.
No entanto, embora as mudanças constantes e inconsistentes a que as escolas eram submetidas, tivessem efeitos perniciosos na aprendizagem e comportamento dos alunos, os professores, continuamente alvejados socialmente, foram sendo poupados pela tutela. Até que...num governo de triste memória e atrás da agressão verbal e mediática numa campanha iniciada contra o funcionário público, o professor surge como alguém que nada faz e não é avaliado. E eis que...o auge deste ataque é preconizado pela célebre ministra de Sócrates que lança sadicamente o caos nas escolas, com burocracias altamente nefastas ao bom relacionamento dos professores e ao tempo dedicado a um eficaz acompanhamento dos alunos. A grandiosa manifestação dos professores indignados, e o sentimento de injustiça de que eram alvo, mostrou bem e (e nunca fôra do seu agrado virem para a rua) a mágoa contra quem nada sabia do trabalho desenvolvido nas escolas e avaliava às escuras e agressivamente aquilo de que tão longe estava...
Nunca mais as escolas voltaram a ter a dinâmica feliz doutros tempos. Tratados como simples funcionários da Educação, desencantados, sem qualquer autonomia, humilhados perante os alunos, cada vez mais indisciplinados e até violentos, quem desejará hoje ser professor?
E ONDE PAIRA AFINAL A ALEGRIA DE QUEM SONHOU SÊ-LO?
Nota : toda a indignação que fervilha nas grandes e intermináveis manifestações que vemos diariamente, mostram bem o desprezo do Poder pela situação já insustentável duma classe que precisa de estabilidade e um mínimo de reconhecimento. Só assim se poderá dedicar à escola e aos seus alunos com energia, motivação e até sacrifício, se necessário. E é-o muitas vezes. E a maior parte dos bons professores (e há muitos) não o contestam.
domingo, 24 de outubro de 2021
IGREJA PROTEGE PADRES PEDÓFILOS?
Filomena Leal
Tudo leva a crer que sim - a hierarquia da Igreja Católica encobriu durante décadas, os abusos sexuais dos seus padres com crianças à sua guarda, em colégios e paróquias. Para além da indignação que esses abusos suscitam, é deveras chocante a forma como a Igreja tem lidado desde sempre, com esses padres e com as crianças vítimas de tais abusos. A investigação sobre tais abusos praticados pelo clero, raramente tem partido da Igreja, mas de denúncias da imprensa ou pressão política. O caso francês com uma comissão liderada por um reputado magistrado é exemplo disso. 300.000 menores abusados sexualmente foi o nº por ele estimado de crianças violadas por padres desde 1950. Mas em Portugal a opção tem sido o silêncio, quebrado por declarações pouco próprias de quem precisaria de prestigiar a Igreja e não desvalorizá-la, banalizando-a como instituição. Lembro as palavras do bispo do Porto em 2018 :que os abusos haviam sido «um fenómeno fundamentalmente de países anglo-saxónicos» e em 2019 uma comparação célebre : «ninguém cria uma comissão para estudar os efeitos de um meteorito na cidade do Porto. É possível que caia um meteorito? É. Justifica-se uma comissão dessas? Porventura não.» Na sequência desta, ouvimos perplexos as mais recentes declarações de D. Américo Aguiar, bispo auxiliar da diocese de Lisboa ao considerar que a pedofilia é um «crime transversal à sociedade. Se querem vasculhar o passado da Igreja e elaborar relatório semelhante ao francês, que esse levantamento seja transversal e não apenas focado nos membros do clero.»
Será a Igreja Católica uma instituição como qualquer outra das muitas que existem no país? Como é possível um bispo da Igreja rebaixá-la desta maneira, desvalorizando os actos bárbaros cometidos por membros seus e toda a cumplicidade em ocultá-los? Será Cristo a inspirar tais atitudes e declarações? Quão férrea tem que ser a crença para resistir a tais violências!...
Nota de Julho 2022 - Mais uma vez a Igreja é notícia por más razões. A sua atitude representada pelos 2 últimos cardeais (D. José Policarpo e D. Manuel Clemente) face à denúncia de abusos sexuais por sacerdotes seus, continua a ser a ocultação desses crimes, ignorando ou não dando relevância ao sofrimento das vítimas desses repugnantes actos.
segunda-feira, 6 de setembro de 2021
A RELAÇÃO DO ROBOT E HUMANO NUM FUTURO PRÓXIMO
Filomena Leal
Não estará longe o contacto e uso de robôs humanóides com os humanos nos mais variados contextos. E há cada vez mais estudos a procurar entender muitas das implicações dessa relação. E é bom que assim seja, para que tais máquinas não venham a fazer-nos mal na nossa vida diária. Assim, uma experiência curiosa sobre o modo como o cérebro humano processa sinais transmitidos por robôs em determinadas situações, revela alguns riscos.
Num jogo simulado de condutores humanos ao lado de robôs humanóides e que devem seguir determinadas regras para atingirem o mesmo objectivo, trocar o olhar com um robot, este funciona como influenciador no atraso da decisão a tomar pelo humano. A actividade neuronal humana era claramente afectada.
Como tal, é deveras importante perceber como o cérebro processa os sinais transmitidos pelos humanóides. A interacção entre ambos está cada vez mais próxima e ainda não sabemos bem como será.
Poderá haver harmonia? o homem sairá vencedor? ou a máquina tornar-nos -à seus escravos? Espero que os especialistas das novas tecnologias e da poderosa robótica, consigam ver todas as implicações, não só positivas (inquestionáveis) mas acima de tudo o que poderá perturbar o nosso já tão difícil quotidiano!!!
terça-feira, 31 de agosto de 2021
segunda-feira, 2 de agosto de 2021
quarta-feira, 30 de junho de 2021
A CONSCIÊNCIA - ESSA CAPACIDADE HUMANA TÃO FUNDAMENTAL!...
Filomena Leal
Sem a componente consciente dos nossos estados mentais, teríamos imagens a fluir-nos pela mente, segundo António Damásio, o investigador por excelência, das questões levantadas pela «misteriosa» consciência. Imagens essas que não seriam de ninguém. «Fluiriam à deriva e ninguém poderia saber a quem pertenciam»
Nada se pode saber, pois, sem consciência. Foi o bem estar e prazer consciente que levaram os seres humanos a conceber e promover condições favoráveis a uma vida mais feliz e rica de sentido. E, ao estarem cônscios da tragédia da morte, rebelam-se mas lutam. Ateus ou religiosos, uns procuram consolo nas religiões e/ou sistemas filosóficos, outros na defesa de causas ou centrando-se na Arte, a grande rectificadora da vida.
O que é a criação do mito de Sísifo, senão a plena consciência de que não há salvação possível para o homem que nasce, e cedo ou tarde tem que morrer? Mas foi ela também que levou o ser humano, diversamente dos outros seres vivos, a ascender às Culturas diferenciadas e a ir mudando o rumo da história dos homens. E assim o homem foi dando sentido a uma vida finita, a continuar-se através de testemunhos criativos e uma cada vez maior complexidade inventiva e realizadora.
Nada seria como é, com toda a beleza integradora duma Natureza e Cultura, sem a admirável Mente Consciente do ser humano.
sexta-feira, 28 de maio de 2021
QUE DIZER DO FILME «PRAZER CAMARADAS» DE JOSÉ FILIPE COSTA?
Filomena Leal
O interesse do realizador pelo chamado PREC (processo revolucionário em curso) é notório. O tempo visado e Revolução estão quase fundidos na linguagem cinematográfica, fora de qualquer padrão que tal período nos possa aflorar à mente. Trata-se desta vez de retratar a Revolução sexual numa Cooperativa rural. Um grupo de revolucionários europeus, atraídos pelo carácter invulgar da nossa Revolução, está atento e observa como participante aquela realidade em mutação.
Uma sexualidade reprimida e de tons obscuros, em particular das mulheres, retrata todo um passado neste domínio. E então , (quem diria?), com a liberdade de Abril, surge a descoberta dum prazer despudorado dos sentidos e do corpo. O que leva uma alemã do grupo a escrever que «leis mais difíceis de mudar são as leis não escritas. Achava mais difícil mudar a atitude dos homens com medo que lhe chamassem «maricas» do que a própria Reforma Agrária que podia ser feita por decreto».
Na verdade, o que o filme salienta é que houve apenas uma pseudo - revolução sexual, o essencial não mudou (uma sexualidade bem vivida e consciente da sua complexidade, esteve bem distante da promissora Revolução de 74).
A PROPÓSITO DUM DIÁLOGO PROFÍCUO ENTRE CIÊNCIAS E ARTES
Filomena Leal
Trata-se dum diálogo epistolar entre Carolina Michaelis, a 1ª Professora universitária de Filologia Germânica (1911) e Ricardo Jorge, médico investigador dedicado à Saúde Pública. Ambos se entendiam e se apreciavam, trocando informações e publicações de natureza literário-histórica.
Extraordinário é que o médico e Cientista exalta um maior rigor e escrúpulo nas letras do que nas ciências de observação e experiência, nomeadamente na medicina. E acaba por dizer: «Senti que o meu ser lógico se robustecera ao treinar-me nas questões da paleo-literatura».
Não é por acaso que temos tantos cientistas, médicos, também romancistas e poetas. Dois tipos de conhecimento que, de modo algum, se excluem. Uma sociedade com futuro, terá de se impôr, através duma cultura integral a fundamentar as decisões económicas e sociais.
Assim, Ciência e Humanidades não podem deixar de se articular e caminhar no sentido de valorizar o homem na sua diversidade, e contribuir para um Bem Estar Universal.
A FORÇA DA MULHER PARA CONSEGUIR AFIRMAR SUA IDENTIDADE
Filomena Leal
A pouca ou nenhuma visibilidade e até apagamento das mulheres através dos tempos, sempre existiu no campo das Artes e até da Ciência. Por isso, é dum grande alcance uma exposição, inaugurada a 1 de Junho na Fundação Gulbenkian com o tema: «Tudo o que eu quero» Nela são expostas 2 centenas de obras - pinturas, esculturas, desenhos, videos e objectos vários - e dar a conhecer todas as autoras artistas e redescobrir outras. Destaca-se o auto - retrato de Aurélia de Sousa, em que ela mostra um olhar desafiador em pleno século XIX. Afirma uma autoria ousada, dirigida para o mundo que não aceita mulheres com olhar e obra que as torne visíveis e reconhecidas do mesmo modo que aos homens. Ainda hoje, o sistema exige que as mulheres tenham de ser mais esforçadas, competentes, e até mais talentosas que os homens, para conseguirem alguma visibilidade.
REPARAR E RESGATAR é o que esta exposição pretende alcançar. É de esperar que mostre muito do que tem sido ignorado. E desejável é que movimentos destes não fiquem INERTES.
terça-feira, 27 de abril de 2021
CLAMOR POÉTICO CONTRA A INJUSTIÇA, A CORRUPÇÃO E A «PEQUENEZ » DO HOMEM
Filomena Leal
Uma escandalosa perplexidade nos domina face a tudo aquilo a que temos assistido no campo da Justiça.
Perante tão «aparentes» absurdos, não há comentários a fazer. Só a poesia pura, lúcida e implacável nos poderá dar algum alento. Uma poesia que clama por justiça e ética numa linguagem simples, limpa e vibrante.
UM PAÍS LIBERTO/UMA VIDA SOLIDÁRIA/UM TEMPO JUSTO foi o Grito Enérgico tão absoluto e poeticamente celebrado naquele Tempo, por quem se bateu através da Palavra, pela transparência e pureza dum mundo possível de construir. Foi ela sim, a Grande Sophia de Mello Bryner que deu à Poesia o grande papel Humanístico que pode ter, numa comunidade Viva e ávida de Justiça.
A MODA COMO INFLUENCIADORA DA VIDA
Filomena Leal
Desde há muito, a Moda se constituiu como fenómeno que acompanha a evolução dos costumes, e, por vezes, influenciando-os. Mas trata-se agora duma Moda que abandona ideias do séc.xx (com ideais de beleza estapafúrdios) e dar às pessoas algo de novo. Assim, o vestuário pode ajudar a criar bem-estar no dia a dia. As investigações sobre roupa que facilita o movimento, que modela posturas corporais, tecidos tecnológicos a proteger das alergias, são muitas e cada vez mais avançadas. O manuseamento agilizado do vestuário para os mais velhos, também não deixa de estar na preocupação dos investigadores. Assim como a relação duradoura de peças pensadas para serem apelativas, mesmo quando envelhecem. A grande vantagem destas, não deixa de se ligar a Menos Consumismo.
Mas a investigação não se fica por aqui. Inebriar os sentidos, de maneira a que os próprios cegos por ex. possam sentir a beleza de algumas peças - através da aplicação de conhecimentos da neurociência ao design é disso objectivo.
É afinal, o futuro duma Moda adaptada à sociedade do Conhecimento e duma Beleza moderna de quem aprecia o Conforto e Durabilidade.
sábado, 27 de março de 2021
O SONHO A NORTEAR POESIA E CIÊNCIA
Filomena Leal
Ambas sonham. Cada uma à sua maneira e resultados diferentes, mas imprescindíveis à vida.
O texto poético centrado na Palavra, torna a realidade uma outra, elevando o ser humano e a vida acima do trivial, dando-lhe uma outra dimensão. O (a) cientista trabalha, investiga persistentemente para descobrir o que o sonho alberga.
Daí que a notável cientista Elvira Fortunato, distinguida recentemente com o Prémio Pessoa, nos diga com toda a convicção: «a palavra impossível não entra no laboratório».
E é precisamente o sonho que torna as coisas possíveis, transformando a realidade, como nos diz o poeta António Gedeão no célebre cântico ao Sonho, o fermento que faz o «mundo pular e avançar».
Também é Elvira Fortunato a ter pendurada no seu laboratório para inspiração dos alunos, a famosa ode de Ricardo Reis que fala da vontade em se ser «Grande» porque «Inteiro» em tudo o que se faz. E que esperança então poderíamos ter no futuro e neste presente de pandemia, sem o labutar persistente duma Ciência a sonhar mundial e urgentemente com a vacina ANTI-COVID 19?
domingo, 28 de fevereiro de 2021
SERÁ POSSÍVEL UMA IMAGEM VALER 1000 PALAVRAS?
Filomena Leal
Sem a palavra, como seria? Como evoluir? A palavra justa, precisa que possa intervir no presente e potenciar o futuro, não será acção? E saber ler as palavras, que têm a ver com política, vida social, vontade de agir, é já mexer no mundo e procurar transformar a realidade. Não será isso que verdadeiramente nos define como humanos?
Falar ou conversar, debater, é fulcral para interagirmos. Depois, a palavra escrita que tem perpetuado desde sempre a memória dos homens e do acontecer histórico em todas as áreas da nossa vivência.
Daí que o aceitar que uma imagem v,ale mais que mil palavras, é consentir que a palavra se submeta à imagem, seja desvalorizada e acabe por ir morrendo. Porque a imagem, por mais atraente e significativa que seja, não tem a mesma função da palavra.
Foi com as palavras que, o ser humano aprendeu a melhor comunicar, a evoluir, a pensar melhor, a ampliar conhecimentos e abrir horizontes. Foi com elas que se construíram sociedades de maior lucidez, com capacidade crítica e onde a criação artística e literária têm papel de relevo na conquista duma certa felicidade e realização face aos limites da insatisfatória realidade quotidiana.
No tempo presente, em que a palavra, os livros são desprezados a favor das imagens mercê do impacto visual e real atracção, é imperioso reabilitar a palavra e salvar muito do que conquistámos, inclusive a própria liberdade. É que as ditaduras e regimes autocráticos receiam sempre o domínio da palavra, feita livro, literatura, cultura.
E a ignorância, carente da palavra e de tudo o que com ela se relaciona, como seja a Educação, é o que agrada a todos aqueles que têm apreço pela submissão dos povos e suas gentes.
domingo, 31 de janeiro de 2021
O CORPO NA SUA «PLENITUDE» E EFEMERIDADE
Filomena Leal
Somos o nosso Corpo. É ele que nos identifica e nos faz sentir globalmente como Pessoa.
É sempre prodigioso, seja quando possui ou não uma beleza e um esplendor quase imaterial, ou quando o corpo de «passerelle» não existe ou quando é memória apenas.
É sempre «pleno», desde que se tenha uma autoconsciência do eu, em tudo o que nele vai sendo criado no decorrer de toda uma vida.
É sempre o transmissor daquilo que no homem é superiormente elevado e que este absorve e sublima numa operacionalidade sem limites.
Do corpo-mente se desprende então o imaterial ou seja, o pensamento, imaginação, emoções, sonho. E é o cérebro, a grande máquina estrutural do Corpo que vai sendo habitado por toda uma série de aprendizagens desde o nascimento e durante a vida. Tem, na verdade, uma plasticidade que dialoga com o contexto e pode funcionar em áreas diferentes das que deixaram de o fazer por traumatismos vários.
Mas a sublimação que torna o «Corpo Espiritualizado», segundo a óptica de Vergílio Ferreira, dá-se muito através da Arte, seja qual fôr a sua manifestação. E assim é que escrever Romances é considerado um acto sublime do homem, ligado à consciência e linguagem, processo altamente complexo a nível biológico. O próprio António Damásio, o neurocientista que tem aprofundado todos estes temas, sublinha que uma obsessão do cérebro será, de certo, Contar Histórias. Aí se encontrará também a essência da Compaixão e o princípio da Moral.
E, para terminar, todos temos direito a ter o Corpo que temos: gordo, feio, enrugado, belo, homossexual, preto, amarelo, etc.
Um Corpo livre e liberto de qualquer opressão e desumana violência racista e/ou de género.
PS. No entanto, este corpo-maravilha do homem é frágil, face aos ataques agressivos de minúsculos seres vivos, como bactérias e/ou virus que podem mesmo destruí-lo. É o caso desta pandemia global que declarou uma feroz guerra ao corpo do homem, talvez quem sabe? por todos os excessos ambientais e de consumo, praticados pelo homem e que matam outros seres do Cosmos.