quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

O CONSELHO «INOCENTE» DO CARDEAL DE LISBOA



                                                                  Filomena Leal

Até parece «inocente» mas não é ( pois quem acreditaria numa realidade em que o conselho fosse seguido?)
É simplesmente o discurso duma Igreja ortodoxa que desde que me lembro, sempre colocou o acento tónico do «pecado» na vida sexual (de solteiros e casados).
Ao recomendar aos recasados « uma vida em continência», apagando a luz introduzida pela janela aberta do Papa Francisco, foi todo um vendaval dos tempos antigos que acabou por entrar na Comunidade Católica - e até dividi-la.
Foram muitas autoridades da própria Igreja a insurgir-se contra uma vida de «casados como irmãos» num casamento que sucede a outro não declarado nulo.
Desde Frei Bento Domingues que considera essa declaração um «delírio» até por ex. o Padre Lino Maia, a considerar que devem ser os 2 cônjugues a « decidir sobre a sua vida íntima» e ainda o bispo de Viseu que declara « o casamento é um sacramento e as relações sexuais são um bem», é todo um estado de perplexidade a dominar uma população na sua maioria católica e que quer continuar a sê-lo.
« Atentado contra a natureza humana» diz o Padre Anselmo Borges, teólogo e Prof. de Filosofia. Por que reconhecer então o recasamento? Podem recasar-se, mas não podem ter relações sexuais - é de crer? Recusar sacramentos àqueles que vivem como casal que são? Será esta a mensagem de Cristo nos Evangelhos tão citados nas missas?
Não seria mais justo e mais de acordo com autênticos valores morais e cristãos, recomendar a luta contra padres pedófilos, tão nocivos à Comunidade e à própria Igreja?

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