sexta-feira, 13 de abril de 2018

É SEMPRE E CADA VEZ MAIS TARDE…

Filomena Leal

A fuga do tempo atormenta. Não tenho mão nele. É atroz o seu correr.
Enquanto isso, o meu trabalho avança lentamente. Indiferente ao tempo que passa.
E porquê?
Eu sei e recrimino-me: perco-me em leituras, consultas, jornais, revistas, que me sinto obrigada a ler compulsivamente. É a tradicional dispersão e múltiplos interesses que pululam na minha vida (já não falo no peso das urgências quotidianas).
 É claro que todas estas e outras vivências as ligo à literatura, e à escrita, em particular. Porque os temas e problemas a tratar são muitos, e a minha ambição é desmedida.

Comecei tarde? Foi quando o espírito e toda a mente emotiva para aí se virou. Tudo esteve adormecido durante a vida docente (com algumas incursões e intuição de que o grande Desejo lá estava, pronto a vir à superfície).
Mas a verdade é que não deixa de ser hoje, uma grande e avassaladora Emoção que me impele a Viver a escrita, como registo duma existência, e  da luta contra a cruel fugacidade do tempo.

E, afinal, nunca será tarde para isso!

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