quarta-feira, 4 de abril de 2018

A FORÇA DA MENTE EM CORPO DÉBIL





                                                                                                             Filomena Leal



Um sublime e humano exemplo é o do brilhante cientista Stephen Hawking.
Aos 21 anos, é-lhe diagnosticada a doença que o viria a paralizar. 2 anos de vida foi o futuro que lhe vaticinaram. Entrou, de momento, em depressão, como seria natural com qualquer um de nós. A morte rápida que sonhou então ter,  foi sendo substituída por uma vida de grande riqueza intelectual e social, apesar de todas as limitações físicas cada vez mais agravadas. No seu livro «A Minha Breve História», ele diz:
«Penso que as pessoas com deficiência, se devem concentrar em coisas que essa deficiência não as impeça de fazer e não devem lamentar aquilo que não podem fazer. No meu caso, consegui fazer a maioria das coisas que queria».
E, no entanto, nunca deixando de se preocupar com a Origem e entendimento do Universo, fazia-o com a ajuda duma cadeira de rodas e um sintetizador de voz. O físico a degradar-se e o seu cérebro à descoberta de cada vez mais mundos e da Teoria de Tudo que já era, aliás, o sonho de Einstein. O corpo a reduzir-se com a doença a avançar, e ele a a fazer avanços cada vez maiores na Ciência, reconhecidos por toda a Comunidade da Área.
Alargou assim, o horizonte da humanidade e, para além disso, teve o talento de comunicar as suas descobertas em livros (escritos, segundo ele, com humildade e humor), e séries televisivas onde o humor também tinha papel de relevo.
Recentemente e na intervenção no Web Summut de 2017 em Lisboa, alertou para os perigos da substituição dos homens por robôs, com poder cerebral a exceder o nosso e que  ele achava possível daqui a umas dezenas de anos.
Contudo, com a capacidade de adaptação e genialidade que o cérebro humano consegue atingir, como bem o demonstrou a sua própria mente, a nossa Inteligência vai ser desafiada a nunca deixar de controlar essas máquinas tão temíveis em poder e força.
Falou pois, em todos esses perigos, ele que só conseguia falar com a ajuda de computadores!
E teve afinal, uma vida cheia - casou, teve 3 filhos, o que o levou a dizer: «Isto não seria um grande Universo, se não morassem lá, as pessoas que amamos».
Faleceu aos 76 anos. 





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