sexta-feira, 1 de junho de 2018
ANTÓNIO ARNAUT E O SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE - O SEU BELO E GRANDIOSO «POEMA»
Filomena Leal
O grande «poema» da sua vida e o que mais mudou a vida dos portugueses. Foi assim que o poeta e «homem do povo» classificou o maior e melhor serviço que a Revolução de Abril trouxe a todos nós.
Escreveu muito e alguns poemas, mas o Serviço Nacional de Saúde foi, sem dúvida, o que resultou, com um êxito sem precedentes, duma luta persistente e generosa por melhores condições de vida a uma população, até aí tão carente de apoio na doença e sem recursos materiais para se tratar.
E eis que foi a Saúde a guindar-nos a altos níveis no contexto dos países desenvolvidos. É de destacar aqui os cuidados de assistência à maternidade e primeira infância, um dos grandes triunfos da medicina Pública, com estatísticas de 1ºMundo.
Nunca António Arnaut se esqueceu do mundo rural e «deserdado» em que nasceu, e do sonho de nele introduzir mudanças, caso tivesse poder para tal. Apesar de muitas resistências e contestação, foi sempre em frente e em Setembro de 1979 a «controversa»lei do SNS entra em vigor. E pobres e ricos dele começaram a beneficiar, pois durante muitos anos foi um sistema de quase excelência. E é o próprio António Arnaut que recentemente terá dito: «EU ESTOU VIVO, GRAÇAS AO SNS. DE OUTRA FORMA, NÃO TERIA TIDO DINHEIRO PARA FAZER TANTAS ANÁLISES, TANTOS TRATAMENTOS...»
Liberdade, igualdade e justiça social eram os seus valores que defendia inabalavelmente, sem estar sujeito a pressões ou interesses.
É de realçar também a sua veia literária, de que o romance Rio de Sombras (2007) é um bom exemplar. Assim, para além da sua última mensagem pública em defesa do SNS, que, segundo ele, «enfrenta uma crise profunda», sugere então «a leitura dos seus livros para quem o quiser conhecer melhor».
E a importância da ética no desempenho dos cargos públicos, não deixará de estar presente em todos eles, como esteve continuamente na sua Vida de Homem Bom e Lutador pelo que é Justo.
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