terça-feira, 29 de maio de 2018

ÀCERCA DO «AMOR INFINDO» PELOS ANIMAIS (IRRACIONAIS - É ÓBVIO)



                                                                                                           Filomena Leal


Sempre fui temerosa dos animais: dos mais insignificantes, quase invisíveis, aos maiores, sempre os olhei com muita reserva. Podem ser obreiros (como as formigas), com organização exemplar (caso das abelhas), dedicação extrema ao dono (como os cães), independência e caçador de ratos (dever dos gatos que actualmente já nem isso fazem - são as cobras a fazer esse trabalho). Falta-lhes porém, a razão e consciência do que fazem ( há quem diga que até isso têm, que só não podem falar, o que é de «somenos importância»).
Sempre os considerei imprevisíveis - podem atacar-nos pela calada, sem nos apercebermos, ou saltar sobre nós, sem disso estarmos à espera (caso do gato ou de alguns cães).
Podem dizer-me que também os humanos podem fazer isso, mas há regras sociais e legais conhecidas por eles, no sentido de prestarem contas à sociedade daquilo que de mal fazem.
Depois, o Espaço urbano está de tal modo conspurcado ( e agora a razão é outra) por «animais sencientes não humanos» e uma cultura animalista tão fanática, que, por vezes, são desrespeitados os direitos das pessoas, face à tolerância «devida» a seres que não sabem o que fazem.
A entrada dos animais que noutros tempos andavam à solta nas quintas e quintais, para dentro das casas, tornou-os credores de direitos humanos, sem lhes exigirem nem poderem fazê-lo, um comportamento humano. E é assim que os «animalistas» acabam por tolerar e exigir que os outros tolerem o «intolerável» em qualquer ser humano.
Sofrerei de «animalfobia? Não será mais negativo enclausurar os animais, tirando-lhes a liberdade?
Declaro que gosto de tratar bem os animais próximos do homem, até reconheço a dedicação e graça de alguns, mas é só isso e nada mais... 

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