segunda-feira, 24 de setembro de 2018

O SENTIR «OUTONAL» DA MÚSICA DE VIVALDI



                                                                                                       
                                                                                                       Filomena Leal



A Música é a expressão artística que mais me deleita. É através dela (e de algumas músicas clássicas como esta ou até mais ligeiras) que me abeiro do sentimento de plenitude da vida, um quase absoluto que está muito para além do sentir comovido do quotidiano. A Poesia (e lembro a magia dum poema dito por David Mourão Ferreira nas suas inquietantes aulas de mestrado), a Pintura, um inesquecível Romance, um Filme envolvente, tudo isso constitui grande Prazer na vida.
Com a Música, porém, passa-se algo de diferente. É um Chorar de violino, um Choro grato por me ser dado viver um pedaço de eternidade que me faz esquecer a efemeridade de tudo. É um não sei quê de nostálgico mas belo, um sentir em pleno o valor  da Arte como o que de superiormente Humano existe. É nestes momentos que vejo o Homem muito próximo do divino, ao criar tais maravilhas.
Só lamento que nem toda a gente (por não querer ou não ousar querer) usufrua de momentos tão divinais como estes...

A Ideologia Consumista dominante até concede felicidade, mas é momentânea e traz um vazio posterior Interminável.

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