quinta-feira, 28 de novembro de 2019
A INTERMINÁVEL NECESSIDADE DE ESCUTA
Filomena Leal
Necessidade mas nem sempre disponibilidade.
A verdade é que, como dizia Alberto Caeiro: «Não basta abrir a janela/para ver os campos e o rio/Não é bastante não ser cego/para ver as árvores e as flores». E ouvir o canto das cigarras na poesia de Eugénio de Andrade, aprender a conhecer o Verão, com todos os cheiros, cores e música de quem aplica todos os sentidos à realidade, não é tão simples assim.
É uma sabedoria de que nos fomos afastando, tal como a fábula de La Fontaine - a Cigarra e a Formiga - o ilustram bem.
A crítica ao viver só a cantar e disso fazer a sua ocupação, não preparar o Inverno com provisões, é toda uma Visão Utilitarista do mundo que nos foi inculcada e nos fechou a porta a tudo aquilo que consideramos inútil e afinal, nos é tão Essencial!!!
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