Filomena Leal
Ambas sonham. Cada uma à sua maneira e resultados diferentes, mas imprescindíveis à vida.
O texto poético centrado na Palavra, torna a realidade uma outra, elevando o ser humano e a vida acima do trivial, dando-lhe uma outra dimensão. O (a) cientista trabalha, investiga persistentemente para descobrir o que o sonho alberga.
Daí que a notável cientista Elvira Fortunato, distinguida recentemente com o Prémio Pessoa, nos diga com toda a convicção: «a palavra impossível não entra no laboratório».
E é precisamente o sonho que torna as coisas possíveis, transformando a realidade, como nos diz o poeta António Gedeão no célebre cântico ao Sonho, o fermento que faz o «mundo pular e avançar».
Também é Elvira Fortunato a ter pendurada no seu laboratório para inspiração dos alunos, a famosa ode de Ricardo Reis que fala da vontade em se ser «Grande» porque «Inteiro» em tudo o que se faz. E que esperança então poderíamos ter no futuro e neste presente de pandemia, sem o labutar persistente duma Ciência a sonhar mundial e urgentemente com a vacina ANTI-COVID 19?
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