Filomena Leal
Trata-se dum batalhão silencioso que trabalha na sombra. É uma tarefa que podemos considerar como descomunal. Foi a pandemia, apesar de tudo, que deu o sinal de alerta para a valiosa existência destes milhares de pessoas desprotegidas que se dedicam a cuidar de muitas vidas em situação vulnerável. Trata-se dum drama nacional, pois nas condições em que trabalham, sem as ajudas substanciais de que carecem, serão fatalmente atingidas pelas doenças de que cuidam, num esforço quase sobre-humano. É ao Estado que compete imiscuir-se num tal problema social. Já vai dando umas migalhas, mas nada de relevante para as necessidades. É de tomar exemplos neste campo como o da França, em que o cuidador assalariado recebe 14,21 euros por hora e a pessoa tratada 13,61 (claro, à nossa medida, dado que os nossos recursos são menores). Mas que melhor e mais útil actividade do que esta, merecedora de grandes e mais que justos apoios da parte dum Poder que se diz Humanista? Sabemos que com o envelhecimento cada vez maior da população, teremos cada vez maior necessidade de cuidadores que por sua vez, serão novas pessoas a cuidar no futuro. Urge legislar mais humanamente, para proteger uma classe super esforçada e sofredora, e da qual a sociedade em geral, é altamente Devedora.
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