Filomena Leal
O evento da Série Ler no Chiado,
tinha que ter a presença e organização de Anabela Mota Ribeiro que eu conheci
através do Curso de Cultura Geral na RTP2. Nele entrevistou pessoas
do maior interesse intelectual, social e artístico.
É sempre estimulante o que ela
concebe ou anima.
Desta vez, apresentar e ouvir a
Poesia de Eugénio de Andrade, na companhia de outros 2 grandes Poetas (Gastão
Cruz e José Tolentino Mendonça), continua nessa linha.
Eugénio de Andrade, nascido na Póvoa
da Atalaia (a terra do meu Pai) aldeia impregnada actualmente de toda a sua Obra
Poética, é o Poeta Solar, da Claridade, da Palavra como Cristal.
Lembro-me particularmente, numa célebre Jornada
de Poesia, promovida desta vez pelo Jornal do Fundão, do POEMA À MÃE, dito pelo
próprio.
A Voz do Poeta impunha um silêncio mágico,
dum Sentir Absoluto que só a Música por vezes consegue.
E, ao evocar tudo isso, a emoção é a
desse dia, porque sinto mais uma vez a Beleza Plena de tais momentos.
E por mais que se
valorizem as horas fulgurantes vividas no presente – aqui e agora – os
fragmentos únicos e inesquecíveis, retirados do salão da Memória, vivem-se de
novo e voltam a acontecer. É só lembrar…
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