quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

A PROPÓSITO DUMA ENTREVISTA A ANTÓNIO DAMÁSIO (Um dos nossos Cientistas de nomeada)

              
                                                             Filomena Leal          

Fala-se em Inteligência Artificial e Inteligência Humana no seu real. Damásio refere-se à Primeira como extraordinária, na medida em que utiliza estratégias de memória e raciocínio muito superiores às Humanas.
Mas falta-lhe algo que temos na nossa Inteligência, absolutamente necessário e realista, pois tem a ver com o que a Vida É. 
Será então a Grande Arte e Literatura que nos dá Isso, ou seja, tudo aquilo que reside na nossa Experiência Mental, ao vivermos uma Vida Real. 
E sabemos que a Mente é feita de subjectividades que, afinal, constituem o Campo da Arte. E por isso, tudo o que aqui se passa, é uma espécie de Prefácio para o estudo Científico dos Seres Humanos. 
É extremamente interessante quando, respondendo à pergunta «qual o maior Cientista de sempre», António Damásio declara que na sua Área é Shakespeare.

Já o Autor do Genoma teria dito há anos que «o conhecimento científico e psicológico da Natureza Humana fica bastante aquém da Literatura no que toca a explicar essa mesma Natureza. E que Shakespeare e Jane Austen (clássicos Universais) continuam a ser melhores psicólogos do que qualquer psicólogo diplomado (sem desprimor para este)»

Na verdade, uma Virgínia Woolf, um Dostoievski, um Lobo Antunes, surpreendem-nos com o que revelam acerca do Sentir. E são os Sentimentos – tudo leva a crer que sim – que têm o poder de Decidir sobre o Comportamento Humano. A Razão será então utilizada com toda a sua «performance» quando a tem, para pôr em prática o poder Decisório dum ou vários sentimentos. Pode ser ódio, raiva, amor, egoísmo, interesse por negócios, por arte, todos estes sentimentos serão  Motores de qualquer conduta.


São Questões infindas que se podem pôr neste domínio. Mas é ENTUSIASMANTE ver as conclusões a que vai chegando a CIÊNCIA...  

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