quarta-feira, 31 de julho de 2019

A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E NEURO-HUMANIDADES



                                                                                                             Filomena Leal


Existe já hoje um enorme aparato tecnológico integrado no nosso quotidiano. Mas a simbiose homem - máquina vai sendo cada vez mais o nosso futuro. E o robô tenderá a ser menos automático ( apenas) e cada vez mais autónomo. 
E então o que poderá acontecer quando fôr ele a decidir o que fazer nas mais variadas situações resolvidas habitualmente pelo homem? É aí, nas novas interacções entre homem e máquina que se levantam novas questões quer no campo da ética, quer no próprio trabalho científico.
Por isso, toda a evolução das neuro-ciências, computação e inteligência artificial tem de ser acompanhada pela contribuição das Humanidades. À medida que o caminho vai sendo prosseguido, é necessário o seu questionar, para que a I.A não crie cenários catastróficos para os humanos. As loucuras feitas no passado em nome da Ciência, nada representam, face aos problemas que se levantam hoje, se não houver uma forte participação das neuro-humanidades no processo de produção científico.
Para além da eficiência e segurança que a Inteligência Artificial pode conferir através dos seus mecanismos cada vez mais humanizados, os milhares de técnicos superiormente habilitados a Ensinar as máquinas e que ganham actualmente muito dinheiro, talvez estejam a trabalhar para ficarem, de modo bastante perverso, sem emprego. (Entretanto uma grande maioria de trabalhadores já teriam sido substituídos pelos robôs automáticos e alguns autónomos)
O futuro da Humanidade está em jogo. Nesse sentido, já existe o Centro para o Estudo da Sobrevivência Humana da Universidade de Quioto, no Japão. Aí se estuda como vai ser a interacção das máquinas e humanos e o que fazer para que o ser humano Sobreviva.
A montanha de questões éticas e emotivas a enfrentar face à dita «empatia artificial» dos seus entusiastas, não pode esquecer tudo aquilo que nos distingue como seres humanos.
QUE NÃO PODEM FICAR NA QUASE TOTAL DEPENDÊNCIA DOS «ARTIFICIAIS HUMANÓIDES»        

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